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A greve

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A greve, além de seu objetivo claro de luta por melhores salários e direitos trabalhistas, mostra que quem faz tudo acontecer é o trabalhador. Ou seja: sem eles, interrompe-se o funcionamento da sociedade, tal como a conhecemos. Podem ser criadas mil teorias “pós-isso” “pós-aquilo”, podem ser exaltados os avanços da técnica mas, desde os primeiros tempos até o moderno desenvolvimento capitalista, nada existiria sem aquele que carrega o peso, constrói a casa, planta o feijão ou gira a máquina. Desta forma, na greve, a ausência evidencia quem está sempre presente, o invisível se torna visível.

No poema Operário em construção, de Vinícius de Moraes, o patrão oferece ao trabalhador tudo o que ele vê, para ele negar a greve e a revolta (o “não”), numa referência à passagem da tentação de Cristo no deserto. Ao que o operário responde: “Não podes dar-me o que é meu”.

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