Assinatura RSS

Arquivo do mês: março 2014

Desenho e utopia

Publicado em

Simanca

Distopia da Imagem

Publicado em
Armando Favaro

Armando Favaro

Heróis da Liberdade: liberdade senhor!

Publicado em

 

imperio

Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim
Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Essa brisa que a juventude afaga
Essa chama
Que o ódio não apaga pelo universo
É a revolução em sua legítima razão

 

Música de 1969 (de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel Ferreira ) o samba-enredo Heróis da Liberdade, da Escola de Samba Império Serrano, falava, em plena ditadura militar, sobre a liberdade do negro, apontando também para a repressão vivida no período e os movimentos de resistência. O trecho “É a revolução/em sua legítima razão” foi censurado e substituído por  “É a evolução”. Além disso, vôos rasantes da Força Aérea acompanharam o desfile, que foi o primeiro depois do AI-5.

Aqui é interpretada por Jair Rodrigues, mantendo a versão original, com a palavra “revolução” no lugar de “evolução”. Como ainda não tinha achado em nenhum site pra baixar com a palavra original, peguei o arquivo que eu tinha, de uma antiga coletânea de música brasileira e fiz upload para compartilhar a música, neste link:

https://soundcloud.com/gbarceloss/hero-is-da-liberdade-jair

 

Saiba mais:

http://bancadadosamba.wordpress.com/grandes-enredos/herois-da-liberdade-imperio-serrano-1969/

http://www.saraivaconteudo.com.br/Materias/Post/44110

 

 

 

50 anos do comício da Central do Brasil: o que restou de nossos sonhos?

Publicado em

comicio

Há exatos 50 anos, o Presidente João Goulart discursava na Central do Brasil, no Rio, para cerca de 150 mil pessoas. Lá anunciava as Reformas de Base, exigidas pelas bandeiras hasteadas: Reforma Agrária; a Reforma Universitária; a Reforma Eleitoral (que garantia a todos os brasileiros, acima de 18 anos, independente de renda ou escolaridade, votarem) e a regulamentação dos preços abusivos do setor imobiliário. Junto a isso, desenvolvia-se um projeto de alfabetização do povo, baseado no método crítico e politizador de Paulo Freire.

“Essa Constituição é antiquada, porque legaliza uma estrutura sócio-econômica já superada, injusta e desumana; o povo quer que se amplie a democracia e que se ponha fim aos privilégios de uma minoria”, afirmava Jango em seu discurso, anunciando o que pretendia mudar.

Contra seus detratores, que se articulavam em um golpe, bradava: “Chegou-se a proclamar, até, que esta concentração seria um ato atentatório ao regime democrático, como se no Brasil a reação ainda fosse a dona da democracia, e a proprietária das praças e das ruas. Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por tais democratas.” (…) “Democracia para esses democratas não é o regime da liberdade de reunião para o povo: o que eles querem é uma democracia de povo emudecido, amordaçado nos seus anseios e sufocado nas suas reinvindicações.”

O que aconteceu depois é história: um golpe de Estado que retirou do poder um presidente eleito e um período ditatorial que duraria mais de 20 anos. Muitos lutaram, foram presos, torturados e mortos para que o país voltasse à democracia. Mas o projeto popular para o país, mesmo que reformista, foi derrotado até os dias de hoje. Quando um partido historicamente de esquerda só chega ao poder com as condições impostas pelo poderio econômico, nos perguntamos: o que sobrou naqueles sonhos?

Mas, felizmente, daquelas mesmas ruas e praças a que se referia Jango, renasce uma força que grita por mudanças sociais radicais no país. Essa voz não poderá ser calada.. mesmo que a força do arbítrio, da repressão e do interesse de alguns poucos insista em manter as coisas como estão, de uma ordem estabelecida que se impôs em 64, se impõe hoje, como nos 500 anos de explorações e opressões da história de nosso país.

Discurso de Jango, em vídeo e na íntegra do texto:

 

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-discurso-de-Jango-no-comicio-da-Central-do-Brasil%0D%0A/4/16826

O médico e o monstro da governabilidade

Publicado em

A tal da “governabilidade” na democracia representativa burguesa é a marca de nossa esquizofrenia. Alia-se, através de acordos espúrios (com base em interesses políticos e econômicos) a partidos de matriz ideológica divergente. Desta forma, “para garantir o que o partido deseja” é necessário tornar-se o seu exato oposto. Em nome de manter-se o “eu”, torna-se o “outro”? Ou revela-se o que há de pior no “eu”? Num drama a a la Dr Jekyll, sempre quem sai ganhando é o monstro.

Garis, MPL e a auto-organização do povo

Publicado em

garis

 

Em 2013, milhões de pessoas foram as ruas, reacendendo as lutas sociais e auxiliando na capacidade organizativa das mobilizações. Além disso, houve uma conquista objetiva contra o aumento das passagens em dezenas de cidades no país.

Isso só foi possível pois o MPL era um movimento autônomo, sem comprometimento com o Estado, o Capital e com as estruturas carcomidas da burocracia militante tradicional, hierárquica e centralizada. Mesmo tendo havido uma abertura para novas pautas, o MPL manteve um foco na luta contra o aumento, produzindo resultados importantes. Ou seja: foi um movimento vitorioso tanto em conquistas objetivas, como em seus desdobramentos subjetivos nas lutas de forma geral.

No Carnaval de 2014, os garis tocam uma greve à revelia de um sindicato pelego, comprometido com a Prefeitura do RJ e aliado da grande mídia. Conseguiram uma vitória histórica, numa mobilização que marca este início de ano e que provavelmente será sempre lembrada.

Estes fatos marcam uma tendência que vem se revelando não só no Brasil, como no mundo: a luta auto-organizada do povo, de forma descentralizada, onde os atores não são mais “massa de manobra” de uma direção, mas participantes ativos de todo o processo.

Este ano de 2014 promete. E tudo o que virá depois. Não podemos adivinhar a história. Mas creio que aqueles que ainda estão presos às velhas estruturas ficarão para trás.

No bloco…

Publicado em

E no bloco, Jorge perdeu o celular.
Não poderia mais mostrar a todo mundo como estava feliz.

Foi feliz sozinho.

E não contou a ninguém