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A guerra simbólica

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mascara

Desde quando as máscaras do V de Vingança começaram a se espalhar por ocasião das ocupas de praça (movimento muito importante, gosto de ressaltar) eu venho alertando para os perigos da apropriação de signos da cultura de massa. Hoje, nas manifestações, elas somam-se ao slogan vindo de uma propaganda de whisky (“o gigante acordou”), mistura de propaganda capitalista e evocação fascista-messiânica (que une-se ao ufanismo verde-e-amarelo)

É um erro achar que o símbolo é apenas a ilustração de uma ideologia. Tenho concluído que a imagem em si já contém a própria política, num processo dialético entre forma e conteúdo, realidade e representação. E um signo do capitalismo, quando não é desconstruído, é a própria representação da defesa da ordem estabelecida. O aparente vazio destes signos revela a consagração do senso comum, perpetrado pela grande mídia. Quando não se coloca claramente um sentido revolucionário em nossas bandeiras (simbólicas ou não), o vácuo da superficialidade é espaço privilegiado para o preenchimento de uma esperta elite e imprensa, pronta a cooptar um movimento de massas.

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