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Arquivo do mês: abril 2013

Todas

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Marina estava, no mesmo dia e na mesma hora, no Cambuí e em Sousas. O amava e não o ama. Estava no bar com as amigas e em casa estudando. Feliz e triste.

Esférica
obtusa

Ele sabia.

Sabia que eram muitas

Marinas e mentiras.

Mas amava a todas.

*

Marina sumiu numa noite qualquer. Numa festa, discutiram e se despediram. Ela desapareceu cambaleante, descendo uma ladeira, saindo de uma festa. Era tão tarde e não havia mais bares abertos!.. Iria pra casa ou ficaria vagando pela rua?

Ele Ficou imaginando onde ela estaria. Se teria encontrado alguém qualquer num ponto de ônibus, que lhe falaria sobre toda sua vida. Alguém que falasse sobre seu passado em Petrópolis, sobre um amor perdido, sobre filhos que perdeu a guarda, sobre o tempo que passou.

Marina sumiu. Virou fantasmagoria na meia dúzia de fotos de uma rede social qualquer. Imagens um tanto obscuras, que nada revelavam. Nem ao menos um contínuo F5 poderia fazer surgir algo novo, pistas de algo morto.

E morta foi tornando-se imagem.

 

Minha Sessão da Tarde especial de Natal

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Queria-te

por Metro

saturada

Technicolor.

Adoraria-te Oz

adormeceria-te

Dorothy.

 

 

Harakiri

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                                                                                        para João da Silva e Marcelinho

o padre

instalado em meu estômago

o policial

grileiro de meu intestino

o patrão

espalhado em cada um dos ossos

Aproveitem as últimas horas!

Façam a sua última refeição!

Pegarei agora a minha espada

e farei

meu derradeiro harakiri.

 

Poesia

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Não há + tempo = (poesia)