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Argumento 1: Cinema

Cena 1– Durante um festival de cinema começa uma discussão sobre a inclusão de experiências como vídeo-instalações e outras obras de arte contemporânea. Debates sobre os limites do audiovisual. (abertura para o improviso). Cortes rápidos. Sentado na platéia, nosso personagem principal está de mãos dadas com uma moça e vê tudo com olhos atentos.

Cena 2– um artista apresenta num auditório o seu trabalho: o “cine-venal”. É uma droga, injetável, que possibilita a intensa experiência cinematográfica dentro da mente.

Cena 3- O personagem injeta a droga. Câmera subjetiva de um vestiário de luta de box. Em off uma locução de rádio falando que esta é a última luta de  x (personagem sem nome), grande lutador consagrado. Entrada no ringue, câmera lenta.. Ainda em câmera subjetiva, o lutador recebe um nocaute.

Cena 4- Quatro pessoa discutem na praia. Um deles pergunta o motivo de estar ali. Os outros argumentam a favor de uma incrível experiência cinematográfica. Um deles pergunta como saberá se está ou não esquizofrênico. (abertura para o improviso)

Cena 5– O mesmo homem da cena anterior anda na rua e observa as pessoas.

Cena 6– Um âncora de telejornal informa que o cine-venal foi proibido pelas autoridades.

Cena 7- Um protesto de rua com uma faixa: “Marcha do cine-venal”

Cena 8- Num debate de TV, especialistas discutem a criminalização do cine-venal e as possibilidades estéticas e filosóficas da droga/instalação. (abertura para o improviso)

Cena 9- O personagem conversa na internet com uma mulher. Convida pra ir no cinema e ela diz que não pode, pois não está na cidade. Sozinho, o personagem assiste a um filme (provavelmente O som ao redor, de Kleber Mendonça). Na saída, encontra a mesma moça da cena 1. Eles se olham constrangidos e ela diz: “Eu voltei mais cedo. Achei que você iria em outra sessão”. Vê um rapaz chegando e se aproximando a partir da porta da galeria do cinema (provavelmente o atual caso amoroso dela). O personagem diz rapidamente: “tenho que ir” e sai andando rápido.

Cena 10- Na cama, se remexe como se estivesse num pesadelo. Acorda e começa a escrever o roteiro deste mesmo filme descrito neste post.

Cena 11– Novamente no cinema, o personagem sozinho observa as pessoas e em especial uma mulher grávida desconhecida sentando na poltrona.

Cena 12- O personagem observa o perfil no Facebook (ou de uma rede social fictícia) de um cineasta X. Ele pega seu email e manda o roteiro. Ele continua atualizando o email e não recebe respostas. Anda nervosamente pela casa e toma café.

Cena 13– O personagem vê uma matéria num portal de notícias, anunciando o novo filme do cineasta X. Ele abre e vê o trailer com a mesma história sua (mesmas situações, com outros atores).

Cena 14– Numa cerimônia de entrega de prêmio, durante um festival de cinema, o cineasta X se levanta pra pegar a estatueta. O personagem entra com uma arma, faz um discurso sobre a hipocrisia do cinema atual e do universo dos cineastas. Grita: “Viva Glauber Rocha!”- Dá um tiro no cineasta X e depois se mata.

FIM

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