Assinatura RSS

Arquivo do mês: junho 2012

nunca

Publicado em

nunca

Não quero um adeus de lágrima vagabunda
nem tampouco cobrar uma atenção medida

Se for de saudades, que sejam de verdade,
não um alô de letras comidas, mediado pelo Zuckerberg

Apareça do nada, como da primeira vez
“arrasando o meu projeto de vida”

Chegue na ponta dos pés, venha pelas costas
coloque as mãos nos meus olhos (pra poder te imaginar)

Acorde do meu sonho sobre voar e da minha preguiça de viver
traga pão e bolo, que eu faço o café

Ou então vá embora e vire encantamento, lembrança de parque, grama, poesia
momento de cinema, acaso, sonho, sorriso…

Mas nunca, em hipótese nenhuma,
vire só um contato, entre outros tantos, nesse navegador sem mar.