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Sei bem o que não é…

O casal vem junto, alinhado na ciclovia, veloz e constante como um exercício de física. Ele sério, ela chorando de dobrar as maçãs do rosto. Estou triste pra caramba por uma bobeira aí, algo que poderia ter evitado e que me deixou o coração afastado de qualquer braço de bondade. Daquelas bondades que podem ser a única segurança possível. Ela deve ter motivos de verdade para chorar, eu penso. Rezo por ela, mesmo sem acreditar em muita coisa hoje, mesmo sabendo que nada atualmente se faz muito acreditável. O que se passou comigo talvez sare amanhã. Com ela, não sei. Vivo um momento de cumplicidade, mesmo que falso, mesmo que imaginado. Talvez ela, (que eu não conheço e que parará de chorar algum dia), seja a única coisa acreditável, a velocidade constante e o braço de bondade. Talvez ela fique bem. Talvez chore sozinha na bicicleta, ou talvez sorria junto com seu namorado num passeio não planejado. E eu seja devoto, não mais cético. E concorde com tudo, sem brigar com ninguém. E acorde de novo. Mas só amanhã.

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