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Formadores de Professores de Campinas um ano sem receber

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Formadores de professores da Rede Municipal de Campinas estão todo o ano de 2016 sem receber. Vinculados ao Cefortepe (Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa), da Secretaria de Educação, os vários profissionais que trabalham em diferentes projetos estão enfrentando graves problemas.

O trabalho é realizado por meio de contrato e consiste na preparação, atualização, incentivo a novas ações e trabalhos de aperfeiçoamento para docentes da rede municipal. Se, por um lado, isso compromete a qualidade da educação pública na cidade, tem também deixado os profissionais com graves problemas financeiros. Isso se agrava ainda mais pelo fato de alguns destes trabalhadores receberem como pessoa jurídica, tendo que recolher impostos sem receber o que lhes é devido. Muitos deles vivem apenas do trabalho de formação.

No dia 16 de outubro de 2016 enviamos um pedido de reunião para a Secretaria de Educação, através de uma carta, protocolada. Assinavam 16 profissionais, de 9 projetos. Nossa solicitação foi ignorada, mostrando o desrespeito da Prefeitura com os trabalhadores. Fizemos uma série de ligações para a Secretaria de Educação e para a Secretaria de Finanças. A resposta é que não poderiam nos pagar, onde o Setor de Contas a Pagar afirmou que não somos prioridade.

Na última quinta, dia 15/12, no Cefortepe, fomos até à reunião do Conselho Municipal de Educação, com a presença da Secretária de Educação Solange Peliser. Nós comparecemos para expor a situação, colocar em pauta o nosso problema e fazer um protesto. Mostrando constrangimento pela situação, a representante da secretaria disse mais uma vez que tentaria resolver a situação junto à Secretaria de Finanças. Outros conselheiros mostraram apoio aos formadores.

Não desistiremos até termos o nosso pagamento!

Não nos representam!: Os dilemas da esquerda diante de um poder em crise

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Publicado originalmente em Le Monde Brasil

Há, em grande parte do mundo, um mal-estar e uma revolta contra o sistema político tradicional, ambos expressos de diferentes maneiras na sociedade. Isso não é novidade e já virou lugar-comum em várias análises sobre a chamada crise da representação. A pergunta que se faz é: como vem sendo e como será a ação das esquerdas diante destes processos?

Os partidos identificados de alguma forma com a esquerda ou com o progressismo falharam em compreender a necessidade colocada por transformação, seja com a manutenção de formas políticas distanciadas e viciadas, seja através do consenso econômico liberal. No Brasil, Dilma Rousseff e grande parte do petismo se negaram a entender 2013 e a presidenta, ao ser reeleita, aplicou um programa de ajuste fiscal de forma oposta ao que anunciava em campanha. Embora ela tenha sofrido um impedimento ilegal, um golpe, não é possível ignorar a rejeição da opinião pública e do eleitorado ao partido e, por tabela, à esquerda brasileira. Nos EUA, a escolha de Hillary Clinton como candidata pelos Democratas foi no mesmo sentido. A opção se deu em detrimento da mudança pela esquerda, representada por Bernie Sanders, mantendo a fidelidade ao “partido de Wall Street”.

Com a recusa das esquerdas no poder em querer ousar, o vácuo da indignação ao sistema vem sendo preenchido pelo surgimento de salvadores, empreendedores e justiceiros, vistos como antipolíticos. Eles seriam os moralizadores, “para além disso tudo o que tá aí”, portadores de uma competência e uma firmeza moral, características ausentes nos representantes do poder, segundo esta perspectiva. Trump, Bolsonaro, Dória, Moro e outros são alguns dos exemplos a serem citados.

Com exceção de medidas pontuais pouco empenhadas, o governo petista subestimou as Jornadas de Junho e o sentimento anti-poder presente na população brasileira e no mundo. A grande mídia, grupos da direita organizada, o judiciário punitivista, as elites econômicas e políticas foram, por outro lado, mais perspicazes. Estes atores conseguiram, de forma contundente, canalizar o ódio a vilões bem desenhados. Primeiramente, contra a inimiga no poder central, representado por Dilma, mas principalmente na corrupção como grande mal, um desvio moral dos políticos e do país. Obviamente, nada pretende ser alterado nas estruturas que permitem a perpetuação da corrupção. Enquanto a Lava Jato faz as suas ações espetaculares, a Odebrecht, por exemplo, ganha “leniência” para continuar a participar de obras públicas e contrair empréstimos, em troca de mais delações, mais bodes expiatórios com as suas cabeças exibidas em praça pública.

Mas, vamos voltar um pouco no tempo. É importante lembrar que desde os anos 90 até os dias de hoje, a crítica em relação à democracia representativa, ao poder do Estado e ao sistema econômico neoliberal é marca de uma série de movimentos sociais, em todo o planeta. Entre estas lutas podemos citar, com inúmeras particularidades, o Zapatismo, o Movimento Antiglobalização (ou Alterglobalização), os Indignados na Espanha, a resistência grega à austeridade, a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street, o MPL (Movimento Passe Livre) e as ocupações de escola, no Chile e no Brasil. Com importante participação de jovens, nestas movimentações percebemos uma negação às estruturas hierárquicas e centralizadas, a necessidade de participação, autonomia e expressão e o enfrentamento a um sistema que vem gerando sucessivas crises econômicas, desemprego e cortes sociais.

A esquerda institucional mundial durante estes mesmos períodos, por sua vez, se confortou com o “fim da história” (que combatiam no discurso) julgando ter chegado ao seu paraíso. Embora os avanços alcançados sejam inegáveis, no Brasil e em outros lugares, ela se negou a considerar as possibilidades de retrocessos, revezes eleitorais e golpes. Conformada nos consensos e conciliações, tornou-se cega às dinâmicas sociais, insatisfações e ameaças paralisando-se.

Ao observarmos este quadro mundial, é possível partir do entendimento de que os inconformismos com o sistema vigente partem de raízes semelhantes, mas colocam diferentes soluções. Hoje, no Brasil, o forte sentimento anticorrupção aponta suas flechas contra os políticos, ao menos no discurso. A alternativa posta é a punição e moralização do país. O governo Temer, cercado de escândalos, fracassos e disputas internas, está na berlinda. Os mesmos grupos que tiraram Dilma do poder agora vão às ruas a favor das medidas propostas pelo Ministério Público, contra a corrupção, entre outras bandeiras. Para alguns setores da esquerda, é necessário dialogar com esta indignação de forte apelo popular e colocar em pauta a corrupção. Embora a intenção seja legítima e pressupostos como a necessidade de acabar com as “bolhas ideológicas” sejam verdadeiros, a opção é também perigosa. Primeiramente por insistir nos círculos viciosos, que elegem ações meramente punitivistas e redentoras, mantendo (e mesmo reforçando) formas de reprodução do que se combate. Além disso, a política da moral pode fortalecer as soluções messiânicas futuras, de figuras salvadoras como Bolsonaro.

O mundo, tal como o conhecemos, da “história única” neoliberal e das carcomidas estruturas políticas, está desmoronando. As crises econômicas e de poder mostram que não há mais possibilidade para o acerto de consensos que abriguem estas dimensões, tais como elas se desenvolveram até hoje. Isso não quer dizer que o que virá será melhor. A tendência, até agora, tem sido por soluções que saltam deste status quo centrista pela via da extrema-direita. Num quadro avassalador para todos que lutam por um mundo para além do capital e das injustiças, a tarefa das esquerdas é árdua e com poucas possibilidades de mudança a curto prazo. Contudo, no lugar de planejar somente a próxima manifestação ou a próxima eleição, poderíamos pensar na produção da própria história, que não acabou. Será que vamos continuar colocando como inevitável uma lógica política excludente, onde as decisões estão apartadas das pessoas “reais”? Nos conformaremos com um sistema econômico concentrador, genocida e produtor de miséria? Não voltaremos a apontar as contradições do capitalismo local e global (além de suas conexões), que afetam todo o nosso modo de vida?

Neste sentido, as ocupações estudantis têm mostrado tanto novas propostas de diálogo, auto-organização e fortalecimento dos sujeitos, como resistências ao dilaceramento do “público”. Diferente de outras iniciativas no campo da esquerda, foram os únicos movimentos que causaram alguma preocupação nos grupos recentes organizados da direita. Tanto é que o “desocupa” foi tirado em congresso do MBL (Movimento Brasil Livre), com a participação de membros do governo Temer e figuras importantes do pensamento conservador. O medo está tanto numa disputa pela instabilidade de Temer, mas principalmente pelo reconhecimento de outro projeto societário, numa centelha posta em novas gerações, que escapa ao rolo compressor deles.

Portanto, espalhar nas lutas de todos o país este incômodo, através da desobediência civil, da ação direta e de um repensar sobre as relações de poder, torna-se urgente. Como afirma Leo Vinícius, se “a esquerda no Brasil quer ser relevante novamente um dia, deve começar desde agora a pensar em constituir formas práticas de redes de solidariedade que sirvam de suporte à vida cada vez mais precarizada (…)”. Portanto, agir radicalmente no mundo, produzindo pontes e fortalecer, diante desta crise da economia e do poder, alternativas reais, construídas entre a realidade concreta e a criação do novo, se coloca, desta forma, como possibilidade de transformação. As grandes civilizações caem, mas geram ruínas. Em cima delas, ou através delas, pode-se erguer novas construções. O desafio maior talvez seja que estas fundações apareçam frontalmente diferentes daquelas pertencentes às sociedades que estão implodindo.

Gabriel de Barcelos

Fotografia: Roberto Jayme/UOL

A ficção científica e a história

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Não acredito que a ficção científica fale sobre o futuro, como normalmente mostram projeções sobre “acertos” tecnológicos ou previsões de como será a sociedade amanhã. Tampouco se trata de um reflexo sobre o presente, como é comum na afirmação de que “cada época tem a sua visão seu futuro”. Ou mesmo de uma mera atualização do passado e das experiências culturais e civilizacionais.

Penso que a ficção científica fala sobre a história. Ou mais especificamente, sobre processos históricos. Passado, presente e futuro perpassam as narrativas neste gênero, mas não como lugares fixos. Podemos entender o livro, filme ou série de sci fi, portanto, dentro de uma dimensão paralela (para usar um elemento deste universo).

Neste mundo espelhado, acompanhamos fluxos da história. O que fizemos de nós? Para onde estamos indo? Que soluções demos, quais foram os nossos erros e que tendências parecemos seguir? A ficção científica, portanto, quebra narrativamente o determinismo histórico, a linha reta do tempo. Na dimensão paralela, passado, presente e futuro se convergem. Neste ponto fora da curva, é possível a crítica e a possibilidade de desconstrução e mesmo ação de transformar. O que existiu, existe e existirá foge de sua condição de inevitabilidade, imposta por uma ordem estabelecida. Por fim, a criação, a narrativa, a fábula possibilitam o pensamento como reação, ao sairmos de nós mesmos (mesmo que momentaneamente), de nossa existência e paradigma tais como eles são. Este distanciamento e estranhamento, de certa forma nos aproximam.

(continua…)

 

 

Por que um golpe agora?

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militares

Por que um golpe agora?

Chegando à reta final do processo golpista, muitas análises são feitas sobre o porquê de termos chegado até aqui. Não cabe voltar a todas estas razões, mas podemos nos perguntar o motivo de tudo ter se consumado agora. Além disso, podemos nos questionar sobre o fato da luta contra o golpe não ter se massificado, atingido uma legítima luta popular ampla nas ruas.

Poderíamos falar sobre o abandono do trabalho de base, de um processo de identificação política, politização e diálogo. A população brasileira, em especial os mais pobres, votou quatro vezes no PT para presidente. Percebeu-se uma satisfação com os resultados dos dois presidentes eleitos pelo partido e os inegáveis ganhos sociais. Mas este sentimento parece ter se consolidado muito mais como uma aprovação a um político, na lógica puramente eleitoral, do que com uma identidade política militante (diferente do que ocorreu na Venezuela, por exemplo).

Poderíamos também ressaltar o papel da grande mídia, num incessante trabalho de ataque, nestes quase 14 anos. Junto a isso, não pode ser negada a competência dos grupos de direita em se capilarizarem na internet e fora dela, muito mais conectados do que a esquerda com as plataformas e relações contemporâneas.

Contudo, é inevitável voltar à dicotomia entre a cultura, a comunicação, a política, de um lado (superestrutura) e a base material e econômica (infraestrutura), de outro. A tentativa de derrubar o PT por parte da grande mídia é antiga. A popularidade e os bons resultados sociais e econômicos do Governo impediram que o golpe final fosse dado anteriormente. Da mesma forma, os grupos da direita ainda engatinhavam na sua organização, também não logrando êxito por terem a realidade jogando contra as suas ideias.

Foi necessário um cenário de crise econômica para o discurso e a prática golpista “colarem”. A grande mídia, a direita política e o poder econômico não jogam para perder. Sabiam que este era o momento certo e estão indo até o fim. Pode-se somar a isso a capitulação de Dilma em seu segundo mandato, no chamado “estelionato eleitoral”, onde anunciou uma série de medidas de ortodoxia neoliberal, diferindo-se da imagem construída em sua campanha. Isso lhe tirou a credibilidade, a identidade política, abrindo ainda mais o caminho para o que ocorre agora, além de intensificar a crise.

O que ocorre no Brasil não se difere da situação em outros países da América Latina, que também viveram a ascensão de governos progressistas e agora se deparam com a ascensão da direita. A esquerda, em sua mitologia um tanto cristã, achou que havíamos chegado ao paraíso. Nos esquecemos do que já havia alertado Marx há mais de 100 anos: o capitalismo vive de suas crises cíclicas. Elas não só são inevitáveis, como são importantes para novos processos de acumulação do capital, para a sua própria sobrevivência.

É verdade que dentro da lógica capitalista é possível conseguir avanços sociais verdadeiros. Mas, por outro lado, devemos aceitar a limitação destas ondas, que sempre serão interrompidas economicamente (pelas crises cíclicas) e politicamente (pelo golpismo ou mesmo pela volta da direita eleitoralmente). Por isso, é preciso retornarmos à perspectiva anticapitalista internacional, algo ensaiado entre os anos 90 e 2000. Junto isso,  é essencial reinventarmos as lógicas da política representativa, baseadas no distanciamento em relação à vida cotidiana, na conciliação do poder e no verticalismo. Longe de ser algo meramente idealista, é condição essencial para a nossa própria sobrevivência histórica. Do contrário, continuaremos a ter conquistas seguidas de perdas, ilusões de consolidação democrática seguidas de golpes, no mesmo ciclo sem fim.

Gabriel de Barcelos

Como pode apodrecer algo que já nasceu condenado?

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ciclovia

Na política prendem-se e derrubam-se uns, voltam outros, criam-se novos personagens. O espetáculo dos falsos moralizadores ganha holofotes e o sistema vai se regenerando, pronto para um novo ciclo, onde permanecerá intacto em sua estrutura. Há muitos séculos fazer rolar cabeças na praça pública é uma ação catártica para lavar a alma e manter o estado das coisas.

A palavra corrupção vem de “apodrecimento” “deterioração”. Como se algo bom em sua origem fosse posteriormente degenerado. Nada mais falso. O sistema político não é podre, não sofreu nenhum processo destrutivo. Ele na verdade funciona perfeitamente, mas para a manutenção do poder de algumas pessoas e grupos. Para a maioria da população ele já nasceu condenado em sua estruturas, nas suas bases,  como a ciclovia que caiu no Rio, ou a “ponte para o futuro” de Temer.

Uma Reforma Política, ainda muito longe de acontecer, poderia ser apenas um dos pontos de partida. Mas somente uma transformação total dos sistemas e culturas políticas, junto às transformações econômicas, poderia estancar o eterno retorno de tragédias e farsas. A insatisfação de povos em todo o mundo com este estado de coisas foi percebido em 2013 no Brasil. Grande parte da esquerda institucional desdenhou, a direita e a grande mídia usaram, como gênios do mal que são, esta inconformidade para fazer valer seus interesses.

É verdade que a política feita no envolvimento direto com a vida cotidiana é uma centelha insurgente, como a dos estudantes secundaristas que ocuparam e geriram as suas escolas. Neste momento, a esquerda está nas ruas, no papel histórico que lhe cabe. O momento atual, onde vivemos um processo de golpe, pode ser de recuo para garantias contra retrocessos, mas também é oportunidade de contestarmos o eterno retorno a que somos condenados. Sejamos realistas: desejemos o possível necessário frente à barbárie, mas também o “impossível”, negado por aqueles que decretaram o fim da História.

Gabriel de Barcelos

Foto: Custódio Coimbra

Renascer através da resistência

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mtst

É hora sim de apontar os vários erros do PT e de Dilma. Assim como muitos dos erros da esquerda como um todo. Críticas e auto-críticas são essenciais. Contudo, fazer somente uma bela análise de conjuntura pode te dar muitos likes e aplausos em assembleias, mas é insuficiente.

É utópico achar que existirá um dia uma união das esquerdas de mãos dadas descendo um gramado florido. As concepções de mundo e projetos são muito diferentes, heterogêneos, inclusive os projetos de poder. Mas o inimigo comum está posto. Vivemos agora um processo de golpe, com retrocessos claros em termos políticos, sociais e econômicos. A unidade necessária para derrotar um governo ilegítimo, portanto, só pode existir na prática, na ação concreta.

Devemos, assim, tomar cada dia mais as ruas. Como dizia uma faixa do Ocupe Estelita: “A rua é nossa. Ocupe-a”. Nossa tendência é apenas crescer. Mas devemos fazê-lo respeitando a diversidade tática, as diferentes formas de lutar e com a força da luta de base, que tanto vem sendo neglicenciada. Não será fácil e a repressão será (está sendo) grande.

A história não é linear, nem evolucionista. Muitos acreditavam na consolidação de certas instituições democráticas no país. Subestimamos aqueles que sempre recorreram ao golpe, em todas as oportunidade em que perderam dentro das instituições de nossa democracia oficial. Não vivíamos o Éden que muitos acreditavam. O medo das ruas e das insatisfações tomou o PT e o Governo. O vácuo foi preenchido pela mídia, o poder econômico e pelas oligarquias políticas, que aplicaram um golpe há muito tempo pensado, mas que precisou de tempo para cercar suas presas e chegar definitivamente ao poder.

O determinismo histórico, portanto é uma narrativa, um mito. A história é, por outro lado, algo imprevisível, cheia de rompimentos, curvas que saltam de linhas retas. Por isso é um erro colocar o fatalismo de uma derrota, agora. Diferente do que tentam nos fazer acreditar todo o tempo, a história não acabou. Para nós, está recomeçando. Nós responderemos com luta e com um outro projeto para este país, que só pode nascer através da resistência.

Gabriel de Barcelos

 

Foto: Manifestação do MTST contra o golpe e por direitos (Mídia Ninja)

Tese “Cinema Militante, videoativismo e vídeo popular: a luta no campo do visível e as imagens dialéticas da história”

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Olá queridos oito leitores.. é com prazer que disponibilizo o motivo de ter ficado tão afastado das postagens do blog: a minha tese de doutorado “Cinema Militante, videotivismo e vídeo popular: a luta no campo do visível e as imagens dialéticas da história”, que defendi há um mês, no Programa de Pós-Graduação em Multimeios, na Unicamp. Estes temas são aqueles que vêm tomando meus interesses, meus trabalhos, minha militância e minha pesquisa. Bem.. o processo todo da escrita está explicado na introdução, se tiverem interesse, aí está em PDF. Preferi já colocar, antes de ficar disponível “oficialmente” pelo site da Unicamp…

Divirtam-se!

cinema e lutas socias